quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Asilo Arkham

Nada mais justo que falarmos de nossa casa.

No extremo oposto a Mansão Wayne, existe um asilo para loucos. Lá, não existe mundo real, mundo imaginário. Uma edificação que possui vida própria. Assusta. Impõe. Os militantes da luta anti-manicomial a deveriam queimar primeiro.

O Asilo Arkham.

Seu fundador foi Amadeus Arkham, que concluiu suas obras em 1921. O que dá vida ao fantasma gigante que é o asilo são suas histórias. Antes de inaugurá-lo, a esposa e filha de Amadeus foram estupradas e mutiladas pelo assassino louco Martin “Mad Dog” Hawkins, que acabou sendo um dos primeiros internados.

Amadeus cuidou do assassino de sua família pelos meses que se seguiram, até o aniversário de um ano do crime, em 1922, quando o torturou e matou com eletrochoques. O doutor Amadeus acabou ele mesmo enlouquecendo e sendo internado, morrendo no asilo que construiu.

O atual diretor do Asilo Arkham é o neto de Amadeus, Jeremiah Arkham.

A mansão da loucura é um manicômio judiciário, ou seja, seus internos são pessoas criminosas que possuem diagnóstico de psico-patologia. Todos os que habitam o Arkham são considerados sujeitos de alta periculosidade.

Muitos que se encontram fora do Arkham, sob a proteção de seus cargos políticos ou fortunas fraudulentas também são, mas enfim...

A rotina no asilo mudou quando surgiu em Gotham um vigilante solitário, que resolve buscar justiça com as próprias mãos. Sob uma persona de morcego, valendo-se de teatralidade e superstição, Batman caça criminosos pelas ruas da cidade sem seguir ordens e sem a sombra da “lei do sistema”. Como isso muda o Arkham? Disse o Capitão James Gordon no final de Batman Begins:

“A escalada. Nós usamos semi-automáticas, os bandidos usam automáticas. Nós usamos blindagem e coletes a prova de balas e eles usam munição anti-perfurante...você (Batman) por aí, vestido de morcego, saltando de prédios...”

A teatralidade obscura de Batman cria seus anti-naturais. Criminosos que dão vazão a sua loucura, externam, unindo seu espírito de vingança, caos, opressão/repressão, seus medos e delírios em totens, em símbolos. As ruas se enchem deles, Arkham se enche deles. Cada um com sua loucura, cada um com seu desejo, sua sede. Enclausurados nas paredes do monstro, cada um anseia espalhar sua dor por Gotham. Até que, como nos mostra a graphic novel Batman: Asilo Arkham, criam uma simbiose com o asilo.

Tão importante para o mundo de Batman é o Asilo Arkham, que essa dama do lixo ganhou uma história só para si. Crônica antológica, no hall das HQs mais lidas e homenageadas no mundo, mostra uma história que une Lovecraft e Oscar Wilde em 128 páginas. Asilo Arkham mostra o justiceiro enfrentando suas fraquezas mentais. Grant Morrison, disseca a mente de um homem que se veste de morcego e sai para fazer justiça, acreditando que isso mudará o mundo, esquecendo-se do quanto se parece com os marginais que percegue.





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Um comentário:

  1. Eu li primeiro a pare 02 antes de ler a parte 01 e reamente é um dos clássicos dos quadrinhos.
    Não sabia deste seu novo blog, e gostei, mas confesso que ler em fundo escuro a noite, e demais, rsrsrs
    Estou ate com tonturas, sera que estou ficando louco????
    rsrsrsrs
    Asilo Arkhan nele!!!!

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